Milagres cotidianos
- Ana Luiza Monte
- 18 de mai.
- 1 min de leitura

Sempre que a vida fica muito difícil, penso em milagres. Eles acontecem de várias formas o tempo todo e nem sempre me dizem respeito, sou apenas expectadora. O vento que sopra, o voo silencioso de uma ave, o canto dos pássaros, o reflexo da luz do sol ao entardecer nas plantinhas verdes no percurso para o trabalho, o ser humano... Esses dias estive em um supermercado e no caixa notei que o preço estava diferente do que eu havia visto no local onde peguei a mercadoria. A moça do caixa chamou um rapaz que foi até lá checar. Constatada a diferença de preço, ele me pediu desculpas. Entretanto, o que mais chamou a minha atenção foi a troca de gentilezas entre ele e a moça do caixa. Sem alarde, sem apontar culpados, sem qualquer tipo de cara feia ou drama, decidiram que era preciso modificar a plaquinha e o rapaz disse que providenciaria isso imediatamente. A leveza deles me contagiou. Sim, ainda é possível em um mundo tão violento, viver em paz. Trabalhar com profissionalismo e alegria. Como costumo lembrar com frequência a mim mesma: a vida não é sobre acertar sempre, mas aprender. E existe algo mais eficiente para nos ensinar que um milagre sobre como lidar tranquilamente com os erros?
Imagem: Claude Monet (1840 - 1926) - Flores na margem do rio em Argenteuil, 1877 (óleo sobre tela), Pola Museum of Art, Japão




Comentários